-Por que você não contou que lia pensamentos? – Perguntou Aro.
Abaixei a cabeça, e a próxima coisa que eu fiz foi sair dali. Fui direto para o quarto, sentei no chão e tentei me lembrar de minha vida passada...
Se eu consegui? Não, eu não consegui.
Me levantei lentamente e fui olhar o meu mar. Fiquei olhando o mar por minutos, admirando o dourado e o laranja em uma combinação perfeita...
Percebi que aqui não era o meu lugar. Meu lugar era longe daqui. Perto do mar, do meu magnífico mar. Foi a melhor coisa que eu fiz desde que virei vampira. Me troquei, peguei algumas roupas velhas, e pulei da janela. O vento batendo em meu cabelo, eu corri em direção ao mar.
Percebi que Letícia estava me olhando e disse que iria voltar e que iria ficar bem.
Fui mar adentro, e não percebi a profundidade dele. Sabia que minhas roupas iriam ficar molhadas, mas eu as trouxe só por precação.
O dia nasceu e fui caçar. Sai com minha mochila e minha roupa molhada que iria secar em um minuto, fui para a floresta e cacei um camponês rústico . O gosto não era igual ao de sangue de volterra, mas, deu pro gasto. Depois de uma manhã inteira caçando, fui ao vilarejo, em uma casa abandonada me olhar no espelho e tomar um banho. De lá, percebi que os meus olhos estavam tristes, pareciam chorar, mas não escorria lágrimas.
[...]
Mais a tarde, voltei ao mar para fazer companhia a ele. Na hora do pôr-do-sol, olhei para cima e vi aquele brilho que iluminava o mar inteiro. A luz refletia em mim, e iluminava ainda mais o mar...
Tentei me comunicar com Letícia, olhei seus pensamentos e vi que ela estava vindo me procurar...