Capitulo 5º
Correndo numa velocidade inumana e quase insubstancial, elas procuravam sair o mais rápido possível de Volterra, conforme a lei, elas não poderiam caçar no território sagrado dos mestres.
Foram parar numa vila camponesa perto do campo de parreiras produtoras de vinho medieval, geralmente elas decidiam variar de um dia pro outro, mais hoje foi especial.
Letícia sugeriu que se vestissem de diabinhos com roupas vermelhas e em trapos e fossem se alimentar dos monges e presbíteros que saiam da missa noturna.
Após apagar as velas do altar elas esperavam os pedaços de comida ambulante e extremamente gorduchos saírem da capela.
Em geral foi muito engraçado como os clérigos se ajoelhavam e pediam socorro dos diabos do inferno e confessavam seus pecados humanos num jorro de desespero pela vida. Após comerem, elas voltaram rindo ao palácio que se enchia com o riso angelical das duas.
- Mãe! – disse Letícia subindo as escadas como um projétil até a sala das esposas.
- Sim docinho?
- Hoje nós caçamos padres pecadores. – Risos -
- Não digam! E Isabella? Onde está?
- Aqui mãe. – Disse Isabella docemente.
- Você também perdoou os pecados de um padre gorduchinho?
-Risos-
- A cara deles!
- Imagino. – Respondeu Sulpicia.
- Vão se lavar, seu mestre deseja falar convosco.
-Sim mãe – As duas falam em coro.
Logo após o banho, as duas se perguntam sobre o que Aro quer falar com elas.
-Le, desconfio que Aro irá nos separar...
-Você acha?
-Mas é claro. Le, ele não sabe que eu leio pensamentos... Por isso que estou dizendo. Ele vai nos separar por que ele acha que não tenho poderes especiais.
-Ele não pode fazer isso, pode Isa?
-Ele tem todo o direito de me expulsar.
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